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16 de junho de 2014

Novas regras contábeis trazem mais informações para investidores, destaca EY

Postado por: Comunicação CFC


Fonte: Assessoria de Imprensa EY

Mudanças nos padrões de contabilidade internacional devem afetar especialmente empresas que vendem pacotes de serviços

São Paulo, 9 de junho de 2014 – Após mais de dez anos de discussão, órgãos reguladores dos Estados Unidos e da Europa – International Accounting Standards Board (IASB) e US Financial Accounting Standards Board (FASB) – aprovaram na última semana mudanças para as regras internacionais de contabilidade que devem trazer consenso para a forma de reconhecimento de receitas. Segundo a EY (antiga Ernst & Young), as mudanças devem afetar todas as empresas e aumentar a quantidade de informações divulgadas pelas companhias.

“As alterações vão elevar a qualidade das informações contábeis e melhorar os dados disponíveis para os investidores”, avalia Paul Sutcliffe, sócio-líder de IFRS da EY.

As novas normas devem começar a valer em 2017, para balanços referentes ao exercício anterior de empresas que adotam o padrão internacional (IFRS) ou o americano (U.S. Gaap – Generally Accepted Accounting Principles). As companhias que precisam computar dois anos de informação comparativa já devem se adequar a partir de 2015.

As mudanças afetam, por exemplo, o momento em que as companhias reconhecem a receita vinda de contratos com consumidores. Assim, as alterações devem afetar especialmente aquelas empresas que vendem pacotes de serviços, como as do setor imobiliário e de construção. “Os novos padrões vão exigir que as empresas mudem a forma que divulgam os contratos com os consumidores, especialmente as que oferecem múltiplos serviços em um único contrato”, afirma Sutcliffe.

Segundo ele, a alteração trouxe também esclarecimento no caso de produtos com pagamentos variáveis — como empresas de transporte, que têm ganhos ligados ao valor do combustível. “A regra anterior não esclarecia se as receitas variáveis poderiam ser contabilizadas ao longo do contrato. Agora a empresa pode estimar no balanço as chances de receber a diferença e reconhecê-la ou não previamente”, destaca.

Dentre outros pontos afetados estão reconhecimento de receita em contratos nos quais o serviço é prestado ao longo do tempo e o reconhecimento das despesas.

O novo padrão deve mudar especialmente o momento quando a receita é reconhecida também para a indústria de telecomunicação, mas todas as empresas devem ser afetadas porque o padrão exige que as companhias divulguem publicamente mais informações de receita em suas demonstrações financeiras para que investidores tenham dados mais completos.

As discussões para se chegar a uma acordo sobre o padrão americano e o IFRS começaram em 2002, na tentativa de ter apenas uma forma de calcular e reportar as receitas. Os órgãos reguladores devem criar um grupo para auxiliar na transição da implementação das novas normas.

Mais informações em: www.ey.com.br

 


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