AGÊNCIA DE NOTÍCIAS
Brasília, Quinta Feira, 23 de Novembro de 2017
16 de setembro de 2014

Palestrante do IX Encontro de Coordenadores e Professores incentiva a incorporação das tecnologias digitais na educação

Postado por: Comunicação CFC


Por RP1 Comunicação – Elton Pacheco

As mudanças na educação e as transformações tecnológicas ao longo dos últimos anos foram os temas da palestra de abertura do IX Encontro Nacional de Coordenadores e Professores do Curso de Ciências Contábeis, que reuniu, nos dias 16 e 17 de setembro, na sede do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), em Brasília, docentes e coordenadores do curso de Ciências Contábeis. O objetivo do evento foi aproximar o Conselho Federal das instituições de ensino que contribuem com a formação profissional dos contadores brasileiros.

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Maria Clara Bugarim, coordenadora do painel, e Ronaldo Mota

A palestra As tecnologias digitais e a educação contemporânea foi ministrada pelo doutor Ronaldo Mota, reitor da Universidade Estácio de Sá. Ele fez um resgate histórico das transformações ocorridas desde 1960, quando o país ainda era tradicionalmente rural, até os dias de hoje, com o avanço das tecnologias.  “Vivemos em uma era de profundas transformações, que têm se acelerado cada vez mais. Ao longo da história, nenhuma outra geração teve ou tem a oportunidade e as possibilidades que esta tem”, disse.

O reitor afirmou que as instituições, inclusive os conselhos federais, precisam incentivar a incorporação das tecnologias digitais no que ele chama de grande revolução do século – o uso dessas ferramentas na educação. “Quando surgiram os livros, a importância do professor foi questionada. Agora, estamos imersos em uma transição. Nesta era, até pouco tempo, havia um conflito na educação primária e fundamental entre os professores que não gostavam do digital e as crianças que não pensavam sobre esse tema. A verdade é que a relação da criança desta era com a tecnologia digital é como a respiração. Ela não pensa antes de respirar, mas respira. É espontâneo”, afirmou.

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Segundo o reitor, há uma estranheza na forma com que o ensino é repassado. “Nossas crianças respiram com mais tranquilidade e os professores não questionam essa respiração”, diz ele, em alusão ao uso das tecnologias digitais na educação. “É como se aluno e professor não falassem a mesma língua ou não habitassem o mesmo planeta. O professor fala e o aluno não presta atenção. Não estou dizendo que eles não aprendem, eles aprendem, mas não mais e apenas em sala de aula”.

A proposta é de um ensino flexível. “A aprendizagem é um fenômeno coletivo. É preciso que todos os envolvidos estejam interessados. É provável que, em um futuro próximo, nós façamos seleção para definir quem estará presente em sala de aula”, afirma.  Para ele, os modelos de avaliação precisam ser repensados. “Começa a surgir um novo grupo de alunos que não se enquadram entre quem sabe e quem não sabe o conteúdo. Há um novo tipo, que é aquele disposto a, mesmo não sabendo, buscar a informação necessária para resolver o problema proposto”.

“Nosso modelo de avaliação não é assim. Corremos o risco de reprovar alguém que é um grande talento simplesmente porque ele não sabe o que é cobrado naquele momento. A era da informação é instantânea e gratuita. A informação será o produto mais barato que alguém pode imaginar e, mesmo assim, continuamos separando e julgando os alunos entre saber e não saber”, afirmou.

Para o reitor, as possibilidades de identificar talentos são mais relevantes do que aquilo que se faz em provas, mas, no entanto, os professores ainda continuam aplicando avaliações. “As empresas de hoje querem contratar esta pessoa. Não querem mais contratar quem sabe do ponto de vista linear, memorial. Elas querem  pessoas que não temem desafios e que, quando não sabem de algo, buscam a informação”.

A palestra foi coordenada pela presidente da Academia Brasileira de Ciências Contábeis (Abracicon), Maria Clara Bugarim.


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