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Brasília, Quinta Feira, 23 de Novembro de 2017
17 de setembro de 2014

Coordenadores e professores são convidados a colaborar com questões para o Exame de Suficiência

Postado por: Comunicação CFC


Por RP1 Comunicação – Elton Pacheco

O aprimoramento do Exame de Suficiência – obrigatório para obtenção do registro profissional da categoria – e o desempenho dos estudantes do curso de Ciências Contábeis no certame foram os principais temas debatidos no primeiro painel do IX Encontro Nacional de Coordenadores e Professores do Curso de Ciências Contábeis (ENCPCCC).  O evento reuniu, nos dias 16 e 17 de setembro, docentes e coordenadores do curso na sede do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), em Brasília.

O objetivo dos Encontros é aproximar o CFC da realidade das Instituições de Ensino Superior, discutir a qualidade do ensino e as tendências da profissão e debater os principais desafios dos cursos em Ciências Contábeis. Participaram do painel Juarez Domingues Carneiro, presidente da Fundação Brasileira de Contabilidade (FBC), Roberta Alencar, coordenadora do Exame de Suficiência na FBC, entidade responsável pelas provas, e o vice-presidente de Registro do CFC, o contador Nelson Zafra.

De acordo com a coordenadora, Roberta Alencar, a FBC e o CFC estão preparando um manual de elaboração de questões para o Exame. A proposta, segundo Roberta, é que os coordenadores e professores participem desse processo. “Enquanto isso, os interessados podem enviar sugestões de questões para a FBC. Estamos à disposição para discutir e elaborar, cada vez mais, uma prova que retrate bem o  que o mercado de trabalho necessita”.

“Temos trabalhado sistematicamente no sentido de aprimorar o Exame, que tem agregado muito valor à classe contábil brasileira. As provas não buscam aferir o extraordinário, mas o conhecimento necessário para que um profissional da área exerça sua profissão com qualidade”, explicou a coordenadora do Exame na FBC, Roberta Alencar.

Ela também ressaltou que o objetivo é avaliar o desempenho dos profissionais formados e não a qualidade do curso. “A prova tem de focar nas necessidades do mercado. Esse pensamento, por exemplo, trouxe mudanças nas provas para técnicos, que hoje já está bastante parecida com a de bacharel, inclusive com o mesmo numero de questões”, disse.

Roberta apresentou, ainda, os resultados de uma pesquisa realizada com 139 docentes e coordenadores do curso, durante o VIII ENCPCCC em Porto Alegre, no ano passado. Uma dos consensos do levantamento é de que os conteúdos exigidos no Exame foram considerados importantes para os pesquisados. “Além disso, é preciso considerar que a prova é composta de questões com níveis de dificuldades que vão de fácil, complexos e muito difíceis”.  Até hoje, nenhum estudante gabaritou a prova.

Na ocasião foi feito um breve relato histórico do Exame, que nasceu em 1999 e seguiu até 2004, sem exigência de lei. Nas 10 edições realizadas neste período, o índice de aprovação foi de 57% para as provas de contadores e média de 41% para a de técnicos. Já após a Lei n°º 12.249 e a Resolução CFC n.º 1.373/2011 e suas alterações, que regulamentaram o Exame, a média de aprovação passou para 81% na prova de contadores e 12% na de técnicos nas sete edições realizadas.

No Brasil, somente os cursos de Direito e Contabilidade utilizam esse recurso para nivelar o mercado e para obtenção do registro profissional.  O último exame foi realizado em 14 de setembro, ocasião em que 47 mil pessoas realizaram as provas em todo o País.

Atualmente, o Brasil possui 500 mil profissionais da Contabilidade, incluindo contadores e técnicos em contabilidade.

 


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