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Brasília, Domingo, 23 de Abril de 2017
18 de agosto de 2015

Atualização profissional foi destaque do X Encontro Nacional da Mulher Contabilista

Postado por: Comunicação CFC


Por Juliana Oliveira
RP1 Comunicação

X Encontro Nacional da Mulher Contabilista levou a Foz do Iguaçu (PR) mais de dois mil profissionais da contabilidade que discutiram, em três dias de debates – 12 a 14 de agosto -, os desafios e oportunidades do mercado contábil. Os participantes também puderam assistir a palestras motivacionais, sobre saúde e conhecer histórias de mulheres que fizeram a diferença nas suas carreiras. Em todos os painéis, os especialistas ressaltaram a importância da profissionalização e de se manter atualizado na carreira.

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A profissionalização das carreiras e das empresas e a educação profissional continuada estiveram presentes nos três dias de debate do X ENMC. Segundo a presidente da Federação Internacional dos Contadores (Ifac, na sigla em inglês), Olivia Kirtley, que participou do painel O novo mercado para a área contábil: como se manter neste mercado competitivo, embora hoje os desafios profissionais para as mulheres ainda existam, especialmente nos cargos de chefia, o que o mercado requer é profissionais preparadas. “Nada substitui o conhecimento”, disse ela. Kirtley destacou ainda que a mulher precisa se arriscar mais. “Pesquisas apontam que as mulheres se preparam muito mais que os colegas homens antes de se candidatarem a um cargo de chefia. Elas precisam se arriscar mais, porque parte do aprendizado só se adquire fazendo”, declarou.

Segundo a psicóloga, coach, professora e autora de livros sobre liderança e gestão de carreiras, Adriana Albuquerque, as empresas têm alterado seu estilo de liderança. “Antigamente, o estilo era o ‘manda quem pode, obedece quem tem juízo. Hoje, manda quem sabe mais”, disse ela, durante a palestra de abertura do X ENMC.

A profissionalização foi apontada como a alternativa para que a sucessão de empresas familiares ocorra de maneira eficiente e eficaz. Segundo Ana Maria Elorrieta, membro do Conselho da Ifac, embora apenas 7% das empresas familiares desapareçam ao passar para a segunda geração, somente 4% ultrapassam a quarta. Ela aponta o desinteresse por parte da família, a má gestão e problemas de sucessão como algumas das causas.

Para o sócio majoritário da Meca Assessoria, Capacitação e Treinamento Empresarial e Educacional, Manuel Knopfholz, “as empresas que estão sendo bem sucedidas têm investido cada vez mais na profissionalização, desenvolvimento de mecanismos de governança corporativa, estabelecimento de regras de família e deixando claros os limites entre essas e as empresas”, conta. Knopfholz lembra que 67% das falências de empresas no Brasil ocorrem por brigas na sucessão. Para ele, é imperioso que mesmo não atuando na empresa, o herdeiro do negócio saiba ler um balanço empresarial, por exemplo.

O acesso à educação e à formação profissional são alguns dos desafios que as mulheres precisam enfrentar. Há países em que as mulheres ganham até 60% menos que os homens que desempenham as mesmas funções, diferença que, para a diretora de Prática Global de Governança, Sâmia Msadek, só a qualificação profissional pode reduzir. para ela, o aspecto qualitativo da formação não pode ser relegado a um segundo plano. “O profissional da contabilidade ou de qualquer outra área que queira fazer a diferença, precisa se manter atualizado e atento ao que está acontecendo, não apenas ao seu redor, mas em todo o mundo”, defendeu.

O X Encontro Nacional da Mulher Contabilista ocorreu de 12 a 14 de agosto, no Recanto Cataratas, em Foz do Iguaçu (PR). O evento reuniu 17 palestrantes, sendo três internacionais, e diversas atividades culturais.


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