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Brasília, Sábado, 16 de Dezembro de 2017
30 de setembro de 2015

Representante do CFC no SMP Committee da Ifac faz apresentação em Plenária do CFC

Postado por: Comunicação CFC


 Por Fabrício Santos
Comunicação CFC

monica

Da esquerda para a direita: vice-presidente Técnica, Verônica Souto Maior; a representante do CFC na Ifac. Mônica Foerster; e o vice-presidente de Desenvolvimento Profissional e Institucional, Zulmir Ivanio Breda

Brasília – O Plenário do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) recebeu, no dia 25 de setembro, a visita da representante brasileira do CFC e do Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon) no SMP Committee (Comitê das Firmas de Pequeno e Médio Portes) da International Federation of Accountants (Ifac), Monica Foerster. O convite para que a  representante brasileira  apresentasse, aos Conselheiros do CFC, um resumo do  trabalho que vem desempenhando na Ifac  foi feito pela Vice-Presidência Técnica do CFC.

Na oportunidade, a profissional fez uma explanação geral sobre sua atuação no SMP Committee, destacando a linha de trabalho da Ifac, que visa dar suporte técnico para o profissional da área contábil das firmas de pequeno e médio porte.

O SMP Committee é composto por 18 membros de diferentes países. O Comitê atua em quatro linhas: 1) Fortalecer a capacidade da profissão e promover práticas de alta qualidade pelos profissionais da contabilidade; 2) dar suporte para os profissionais da contabilidade no mundo; 3) estimular e incitar a representação global; e 4) contribuir para o desenvolvimento de padrões de alta qualidade.

De acordo com Monica, no Comitê são realizadas análises técnicas por meio de cartas-comentários enviadas para os boards da Ifac -  o International Ethics Standards Board for Accountants (Iesba) e o International Auditing and Assurance Standards Board (IAASB). “Fazemos nossas análises técnicas sob a perspectiva das firmas de pequeno e médio porte”, explica Monica. Foram analisados pelo Comitê, nos últimos meses, o relatório do auditor; o controle de qualidade em auditoria; os procedimentos previamente acordados; e aspectos das IFRS para SMEs, entre outros assuntos.

Outro ponto abordado pela representante brasileira na  Ifac, no Plenário do CFC, foi a possibilidade de utilização da ferramenta disponibilizada pela Ifac, denominada Gateway. “Há, no site da Ifac, um espaço para publicação de artigos, discussões e fóruns, para que possamos trocar informações sobre o contexto contábil mundial”, revela.

Um guia  de aplicação prática da norma de compilações (ISRS 4410 – aprovada no Brasil como NBC TSC 4410) foi desenvolvido pelo Comitê e recentemente disponibilizado no site da Ifac. O documento, que  possui 64 páginas, contém suporte teórico em conjunto com explicações práticas e exemplos sobre os procedimentos de compilações. “O guia prático tem o objetivo de contribuir para que as firmas possam desenvolver trabalhos de compilação tecnicamente adequados e com qualidade”.

A vice-presidente Técnica do CFC, Verônica Souto Maior, parabenizou o trabalho que vem sendo realizado pela representante brasileira  na Ifac e ressaltou a relevância do trabalho que o CFC e demais entidades parceiras como Ibracon, vem fazendo junto aos organismos internacionais, afirmando que “é muito importante para o Brasil, e para a contabilidade brasileira, termos representantes nos fóruns internacionais”.

Única representante da América Latina SMP Committee da Ifac 

A auditora Monica Foester é, desde 2014, a única representante da América Latina a ocupar vaga no SMP Committee. Desde janeiro deste ano, é a vice-presidente do Comitê. Ela é, também, diretora de firma de pequeno e médio porte do Ibracon Nacional e coordenadora da comissão de estudos em auditora do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul.

Segundo Monica, “o profissional que possui conhecimento técnico é capaz de realizar análises relevantes, gerando suportes estratégicos para a melhoria da gestão”. Ainda de acordo com a auditora, há duas características que não devem faltar naqueles que trabalham na profissão: o ceticismo profissional e um adequado julgamento profissional. “Devemos manter um relevante nível de ceticismo e sempre buscar o conhecimento técnico necessário para gerar um produto com qualidade”, conclui.

 


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